Excelente artigo, baseado em evidências científicas, que trata de dúvidas
muito recorrentes, como a interferência negativa sobre a amamentação, a
alteração do tônus muscular da musculatura bucal, possíveis deformações
esqueléticas faciais, a inexistência de bicos comerciais que sejam
comparáveis ao bico do peito, a falácia de que chupeta é menos
prejudicial que o dedo, a ligação entre a chupeta e a síndrome do
respirador bucal, entre outros tópicos tão importantes quanto.
mais em
http://www.cientistaqueviroumae.com.br/2012/09/chupeta-o-que-toda-mae-e-pai-deveria.html
O parto é um fenómeno natural, seja em casa ou no hospital. Este blog é a recolha de informações que mostram que dar à luz pode ser, de facto, um processo de lucidez e consciência, não só para a mulher e o bebé, mas também para aqueles que os rodeiam... (e depois do parto outras luzes brilham...)
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Porque é que as crianças despertam durante a noite?...
"À medida que a criança cresce se torna mais independente. Isso não
significa que passe mais tempo sozinho, ou que faça as coisas sem ajuda,
porque o ser humano é um animal social, e não é normal estar sozinho. Para um ser humano, a solidão não é independência, mas sim abandono.
A independência consiste em sermos capazes de viver em comunidade,
expressando nossas necessidades para conseguir a ajuda dos outros, e,
oferecendo a nossa ajuda para satisfazer as necessidades dos demais.
Agora você não precisa verificar se ele está respirando, ele irá te
dizer! Como está se tornando independente, ele é quem ficará de guarda.
Ele irá acordar a cada hora e meia ou duas horas, para procurar por sua
mãe. Se ela estiver por perto, ele irá cheirá-la, irá sentir o seu
calor, irá tocá-la, talvez vá mamar um pouco, e voltará a dormir. Se a
sua mãe não estiver por perto, se colocará a chorar até que ela venha.
Se a mãe vem em seguida, se acalmará rapidamente. Se ela demorar,
permanecerá desperto e atento, como medida de segurança, para não perder
a mãe novamente.
É aqui aonde a vida real não coincide com os livros, porque disseram
às mães, que, quanto mais o filho vai crescendo, mais ele irá dormir. E
ficam surpresas porque é exatamente o oposto. Não se trata de “insónia
infantil”, ou “maus hábitos”. É simplesmente um comportamento natural
dos bebés nos primeiros anos de vida. Conduta esta que vai desaparecendo
por si só, independente da “educação” ou do “treinamento”, mas porque a
criança se torna maior e precisa da presença contínua de sua mãe.
Se toda vez que o seu filho chorar, você atendê-lo estará o
encorajando a se tornar independente, isto é, aprendendo a expressar
suas necessidades aos outros sendo considerado “normal” ser atendido.
Isto vai ajudá-lo a se tornar um adulto confiante e integrado à sua
sociedade. Se, quando se filho chora você o deixa chorar, está o
ensinando que as suas necessidades não são realmente importantes, e que
as outras pessoas são mais “sábias e poderosas” e que podem decidir o
que é melhor ou não para ele. Assim, ele se tornará mais dependente,
porque dependerá dos caprichos dos outros, e nunca se julgará
suficientemente importante para ser reconhecido."
Por: Dr. Carlos González
Mais em:
http://comunidadeams.wordpress.com/2013/01/08/porque-as-criancas-despertam-durante-a-noite/
Para quem visita pessoas que tiveram bebés recentemente... muito útil
Não há leites fracos...
Neste artigo vem uma lista das coisa que nunca se deve dizer a quem está a amamentar...
20 coisas para NÃO dizer (ou perguntar) a uma mãe sobre amamentação:
Eu incluiria... "Mas porque é que não experimentas dar uma semana biberão e depois vês?"
ou "Que mãe severa, matas a tua criança à fome!..."
Passei a dizer a mim mesma: "O MEU LEITE É FORTE, ANTI-OBSTIPANTE, ANTI-CÓLICAS E TRANQUILIZANTE." E "A MINHA FILHA É CADA DIA MAIS RECHONCHUDA E MUITO SAUDÁVEL"
http://revistapaisefilhos.uol.com.br/do-leitor/20-coisas-para-nao-dizer-a-uma-mae-sobre-amamentacao-
20 coisas para NÃO dizer (ou perguntar) a uma mãe sobre amamentação:
- Você tem leite?
- Xiiii, você não vai conseguir amamentar porque não tem bico
- Melhor dar complemento porque ele não vai mamar
- Nossa, seu leite não desceu ainda?
- Acho que o seu bebê está passando fome
- É melhor você dar mamadeira (OU ENTÃO: Nossa, por que você já deu mamadeira?)
- Coloca bico de silicone ou concha (ou qualquer outro “apetrecho”) para o leite sair porque você não vai conseguir de outro jeito
- Essa criança está chorando muito, deve ser por que seu leite é fraco
- Será que o bebê mamou o suficiente?
- Você parece ter pouco leite
- Humm, seu bebê está chorando porque tem fome
- Essa criança mama demais (OU ENTÃO: Essa criança mama pouco)
- Você não vai acordar o bebê para ele mamar?
- Cuidado para o leite não secar!
- Olha o tamanho dessa criança, ainda está mamando?
- Quando você vai parar de amamentar?
- Nossa, mas essa criança vai mamar até quando tiver dentes?
- Cuidado, quem amamenta por muito tempo fica com o seio caído
- Pra que ainda amamentar? Depois dos seis meses não tem necessidade
- Ai, que pena, você não conseguiu amamentar seu filho?
Eu incluiria... "Mas porque é que não experimentas dar uma semana biberão e depois vês?"
ou "Que mãe severa, matas a tua criança à fome!..."
Passei a dizer a mim mesma: "O MEU LEITE É FORTE, ANTI-OBSTIPANTE, ANTI-CÓLICAS E TRANQUILIZANTE." E "A MINHA FILHA É CADA DIA MAIS RECHONCHUDA E MUITO SAUDÁVEL"
http://revistapaisefilhos.uol.com.br/do-leitor/20-coisas-para-nao-dizer-a-uma-mae-sobre-amamentacao-
Amamentação e cenas...
Um dos grandes espantos foi a amamentação... Desde os primeiros minutos de vida que a minha filha encontrou mama para se consolar e alimentar... Na primeira semana, a subida de leite foi bem mais dolorosa do que eu tinha imaginado. Se não fosse a sabedoria das mulheres próximas de mim, teria sido bem pior... Duas semanas depois, a dor intensa da pega tinha passado mas foram precisas umas boas 8 semanas para deixar de ter encaroçamentos, bolhas de leite... enfim, uma vez, às 7 semanas, em duas horas e com a casa cheia de amigos, tive uma crise de choro, de encaroçamento intenso, de febre a 39ºC e quase fazia uma mastite. Graças ao apoio incondicional dos amigos e marido e ao Brufen, restabeleci-me do momento que considero mais marcante no pós-parto. Aos 3 meses começo a perceber porque é que se fala tanta coisa boa da amamentação... :) Bom, mas quero deixar aqui um partilha que considero importante: quando aos 2 meses o pediatra da A. me disse que ela tinha tido fome e que em 15 dias tinha engordado 30g e que, por isso, precisava tomar suplemento, eu tive outro momento importante neste pós-parto. Passei uma tarde entristecida e insegura, pois à minha volta tinha quem acreditasse que o biberão seria a melhor opção e que o meu leite era fraco, mas, ao ler na net uma série de artigos, ter telefonado para a linha SOS Amamentação e ter frequentado o grupo de apoio no Centro Pré e Pós Parto, percebi que o melhor seria empoderar-me e assumir corajosamente as minhas escolhas. Sem ter nada contra o suplemento, simplesmente decidi que gostaria de tentar antes de mais nada dar-me a mim mesma suplemento (hidratar-me muito muito bem, alimentar-me bem, tomar Promil, Lecitina de Soja, Chá de Erva Feno) e se isso não funcionasse, então sim, iria por aí, claro!... E para minha felicidade, A. está a engordar, se bem que uma linha de percentil abaixo. É muito importante seguirmos aquilo que nos dá paz!... Acredito cada vez mais no meu corpo e no corpo da bebé e na programação da biologia...
E nasceu...
A A. nasceu dia 8 de Julho de 2013 e foi um parto abençoado. Estive em casa acompanhada de parteira, doula, os meus pais e o meu querido marido. Depois de 6 horas para fazer a dilatação completa, estive mais 18 horas à espera que o período expulsivo fosse isso mesmo. Mas após 24 horas desde do trabalho de parto, fomos para a maternidade, pois a expulsão tinha deixado de acontecer... 3 horas depois, com a ajuda de ocitocina, uma ventosa e uma equipa espectacular, o milagre aconteceu! A partir daí, percebi que se a gravidez e o parto tinham sido abençoados, as várias provas desafiantes continuavam a acontecer e muitas coisas boas nos estavam constantemente a ser oferecidas, quase ao minuto. Milagre atrás de milagre. A gratidão está no meu coração. Acabei por viver o melhor dos dois mundos e ter o parto em casa e no hospital, com as coisas boas de ambos. Em casa, movimentei-me como queria, bebi muita água, comi o que quis (quase nada mas porque eu sou assim...), compartilhei este momento com os meus pais e marido e com ele vivi a sacralidade que eu tanto desejava oferecer-nos, dei espaço a todas as emoções, descobri o meu corpo numa viagem que algures está registada dentro de mim, respeitando os seus ritmos. No hospital, resolvi uma infecção que estava há 1 mês para ser tratada devidamente (o uso de antibióticos foi uma coisa boa), dei avanço a um trabalho de parto que me parecia estagnado e vivi a total entrega e fé quando me deitei na marquesa no bloco operatório. Confirmei que a dor e o sofrimento são coisas muito diferentes e surpreendi-me por não ter tido tempo de viver medo ou cansaço. Simplesmente aceitei o ritmo do trabalho de parto e estive sempre centrada naquilo que o meu corpo me dizia. Sem dúvida que para mim, ter vivido o meu corpo 100% livre de analgesias e anestesias, me deu confiança e tranquilidade. O contrário teria sido complicado de gerir. É extraordinária a força da biologia e como a natureza está orientada para a harmonia... Cada parto envolve riscos e fé e o nascimento é um dos momentos mais sagrados da vida! Não Mexe, Não Estraga! Amén!
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Visita desta noite
A
coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer o temor e
aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em todos os
níveis.
A
coruja trás como significado "o ver a totalidade", ou seja, ela,
através da sabedoria, nos dá a possibilidade do ver as coisas na sua
totalidade, o consciente e o inconsciente. Esse animal tem a capacidade
de ver na escuridão, o que significa também ampliação dos limites da
percepção. A coruja conecta com todas as partes do ser, e permite vencer
o temor e aprender a qualidade da consciência do existir e do fluir em
todos os níveis.
Os
poderes da coruja são a clarividência, a projeção astral e a magia. Na
essência, a coruja vê o que os outros não vêem, e pode ter mais
percepções a respeito de outras pessoas do que de si mesma. Mas mesmo
assim, o poder desse animal pode ser invocado para que a pessoa desperte
a capacidade de olhar para si mesma, em busca de uma visão mais íntegra
a respeito de si, ou de aspectos que ainda permanecem obscuros e
precisam ser vistos.
Alho e Streptococcus B
Para Streptococcus B positivo recomendo 7 noites de "OPERAÇÃO DRÁCULA". E 7 dias a tomar em jejum alho como antibiótico natural. Grata doula...
Ver Aqui
Nascer e Renascer: dar à luz a existência
(Palestra inserida na III Jornada Italo-Ibérica de Sofrologia Caycediana,
23 de Fevereiro de 2013, Milão, Itália)
"Diz-se que:
- é preciso morrer e renascer muitas vezes em vida, para a vivermos plenamente
- a vida é feita de ciclos e que vivemos num mundo dual
- nascer e morrer, inspirar e expirar, acordar e adormecer, é natural
- a vida é feita de movimento, e este acontece graças à dualidade
- é possível encontrar paz no meio da turbulência criada pelas oscilações
- a vida flui livremente em nós, quando aceitamos os opostos
Albert Einstein afirma: “A vida é como andar de bicicleta: para se estar em equilíbrio, é preciso estar em movimento.”
A polaridade é explicada no taoísmo através do Yin e Yang. Este revela que não pode haver manifestação no mundo físico sem polaridade. Um pólo não existe sem o outro. Mas também dizem que existe um ponto de equilíbrio entre as duas polaridades, um ponto neutro. É esse equilíbrio que Buda propõe: o Caminho do Meio. É ter a consciência que esses dois opostos vivem dentro de nós e têm permissão para se manifestar, de forma consciente.
Carl Jung percebendo a alquimia como um trabalho interior, encontra nela a base para a sua psicologia analítica e mergulha profundamente no seu estudo. Fala-nos no processo de individuação, que consiste no desenvolvimento da personalidade, e diz-nos que este só é possível com a integração da sombra na consciência. Para Jung, sombra é “a coisa que uma pessoa não tem desejo de ser”. Jung sabia que a sombra é perigosa quando não reconhecida, pois o ser humano projeta-a no mundo e nos outros, com tudo aquilo que ela tem de destrutivo, e passa a ser inteiramente escravo dela, até que seja reconhecida como parte de si mesmo. Jung diz-nos que embora sejamos levados a pensar que a sombra contenha apenas escuridão, não é possível haver sombra, se não houver luz. Desta forma, a sombra não é algo bom ou mau, é apenas uma faceta da natureza humana. Uma polaridade. Debbie Ford acrescenta: “Ter um lado sombrio não é possuir uma falha, mas sim, ser completo." Jung revela-nos que: “o ser humano não se torna iluminado ao imaginar figuras de luz, mas ao tornar-se consciente da escuridão”. Ele convida-nos a conhecer não só o nosso lado luz, como o nosso lado sombra mas, sobretudo, a encontrar e viver o nosso lado ouro; ouro enquanto preciosidade, luminosidade, integridade, unidade. Só aí o indivíduo se realiza como um ser único e inteiro. E acrescenta: "Prefiro ser íntegro a ser bom."
A sofrologia convida-nos a descobrir, entre muitas coisas, os nossos estados de consciência. A consciência patológica e a sua falta de luz, por exemplo. É onde habita uma parte da personalidade que ainda está latente e que ainda não foi iluminada pela Consciência. Com o tempo e a prática do Relaxamento Dinâmico de Caycedo, percebemos que a sombra não possui, porém, somente aspectos negativos. Possui também aspectos que impulsionam o ser humano para a criatividade e para a busca de soluções inspiradas, quando os recursos conscientes se esgotaram. Que nos orientam para outra consciência. Conquistar a consciência sofrónica implica um caminho. Assim, este estado funciona como um princípio unificador dos opostos, transformando a vivência da dualidade, na vivência da unidade que integra naturalmente as polaridades. Assim tem sido o papel da sofrologia na minha vida. Vivencio a gravidez e a maternidade como uma nova fase na minha vida que, apesar de diferente de todas as outras é igual na sua essência.
Ouço outras mulheres e homens falarem sobretudo do momento do parto e percebo que muitos deles, encaram este momento com muito medo, procurando no seu exterior toda a segurança possível. Esquecem-se que o medo pode ser utilizado para nos lembrar que a verdadeira protecção está dentro de nós. E quando esses, que encaram o parto com preocupação, me ouvem falar, sobre a minha visão, as minhas crenças, os meus projetos, fica bastante claro que estamos a falar de realidades muito diferentes, não percebendo que para mim o parto não é apenas um acontecimento fisiológico, ele é também existencial. Curiosamente, aquelas pessoas, homens ou mulheres, que vivem ou já viveram as suas metamorfoses, com consciência, quando me escutam, não só me compreendem, como me inspiram.
Um dia li uma entrevista feita a Laura Gutman que penso estar adequada ao parto fisiológico ou existencial. Nesta, ela diz: “Existem aspetos que não são controlados cientificamente e que ultrapassam a nossa consciência. Mesmo com toda a tecnologia existente, há um momento no parto que não há nada a fazer a não ser confiar na própria Existência, entregar-se à Vida e à Natureza”.
Isabel Allende, no seu livro Paula, escreve: “Chega um dado momento, quando a viagem começa, que não pode mais ser interrompida. Descemos vertiginosamente para uma fronteira, passamos por uma porta misteriosa e acordamos do outro lado para uma vida diferente. A criança entra no mundo e a mãe alcança um novo nível de consciência; nenhum dos dois será o mesmo de antes". O mistério do parto é ao mesmo tempo um mistério de morte e nascimento. A mãe passa por um processo, onde a dor é inevitável. Porém, é apenas uma transição para uma vida que nasce (a do bebé) e uma vida que "renasce" (a da mãe).
A dor, seja física, seja moral, é um mecanismo natural para a preservação da vida e do amor. Ela surge quando alguma coisa saiu do equilíbrio e oferece a motivação necessária para ir ao encontro de uma solução. A dor é o veículo para o recolhimento, para a introspecção. No parto fisiológico ela convida a mulher a sair do mundo das formas e entrar no mundo dos fenómenos para superar a própria dor. Para isso é preciso aceitá-la como algo natural. Caso contrário, a resistência à dor transforma-se em sofrimento.
Observo a sociedade que me rodeia e apercebo-me como ela investe fortemente no sentido de minimizar (se possível, anular) todo o sofrimento associado ao parto seja fisiológico, seja existencial. Na busca deste objetivo, anulou a possibilidade de vivenciar a Vida ela mesma. O abuso da medicação quer garantir que se consegue anestesiar as percepções e negar as sensações naturais. Acabou por rejeitar a natureza da pessoa, transformando-a num autómato. Transportá-la para uma realidade vazia, onde as emoções deixam de ter o seu tempo e espaço próprios.
Michel Odent, parteiro francês, residente em Londres, fala-nos que mais importante que defender o parto natural é procurar recuperar o parto mamífero nos seres humanos. O que é o parto mamífero? É o parto no qual se procura atender e satisfazer as necessidades universais que todos os mamíferos em trabalho de parto têm, que é sentirem-se seguros e terem privacidade. Para isso, devemos aprender a eliminar tudo o que interfere com este processo e isto inclui o excesso de procedimentos medicalizados que bloqueiam a libertação das hormonas naturais. Que hormonas são essas? Várias mas vou destacar a ocitocina. Ela é a hormona do amor que permite desenvolver um bom parto e pós-parto. Esta é uma hormona tímida. Precisa de condições para ser sintetizada. O que é curioso, é que ela só aparece se o corpo não estiver a produzir adrenalina, a hormona da emergência.
Um parto é algo que despoleta uma situação altamente stressante do ponto de vista biológico, emocional e psicológico. Quando há medo, insegurança, desconforto, frio, os mamíferos, as pessoas, libertam adrenalina. Mais uma vez, aqui se destaca a importância da sofrologia, para gerir stress. Resolve a adrenalina e oferece a ocitocina. E transforma qualquer parto, seja ele, mamífero, natural ou normal, num parto de amor. Odent considera que “para mudar a humanidade, e reduzir a violência na nossa sociedade, primeiro é preciso mudar a forma de nascer”. Para isso, é preciso começar a reconsiderar os valores em que queremos basear a nossa individualidade e a nossa sociedade.
A oportunidade de renascer e “darmos à luz” nós mesmos é um rito de passagem, uma possibilidade de amadurecimento, um momento de superação, um exercício profundo de entrega. É uma grande oportunidade para o auto-conhecimento, para mergulharmos nos aspectos ocultos da psique; para deixarmos que luz e sombra possam emergir em nós e revelar-se. Darmos à luz a existência é “darmo-nos à luz”, é deixarmos que a luz da consciência nos inunda e nos liberte daquilo que aprisiona a nossa essência, o nosso Ser. Só assim podemos tornar-nos os protagonistas da nossa vida, sentirmo-nos realizados e confiantes.
Morrermos em vida e renascermos, nada mais é do que enterrarmos as velhas crenças sabotadoras, de oferecermos um novo olhar sobre os acontecimentos e darmos um novo significado aos momentos menos positivos. Termos a coragem de abraçar o desconhecido, estarmos em paz com as perdas e assumirmos a mudança. Desejarmos que o amor esteja presente em todos os partos, sejam de homens ou mulheres, ao longo de toda a vida. É fazer diferente, é permitir que novas possibilidades se revelem, é acreditar no próprio brilho e construir um presente infinitamente melhor. E compreendermos que só assim podemos modificar o mundo."
Ana Viegas Cruz
Chá da Naolí para o parto
Postado por
Renata Olah
Navegando pelo site da parteira mexicana e mundialmente conhecida, Naolí Vinaver,
encontrei uma receita de chá para ser tomado durante o parto para
aquecer, estimular, relaxar e energizar o corpo da mãe. Após as 40
semanas, ele também serve para estimular o início do trabalho de parto.
A
mistura dos ingredientes não é comum ao nosso paladar... mas talvez
preparando, fique gostoso!! Vou ver se experimento qualquer hora...
Mas vamos agora a parte que mais interessa: a receita!!!!
Ferva 1 litro de água e adicione os seguintes ingredientes, deixando tudo abafar por 15 minutos:
• 03/02 paus de canela.
• Um bom pedaço de chocolate, o mais puro possível.
• 5-10 bolas de pimenta negra inteiras
• 3 folhas de abacate, secas ou frescas.
• 1-2 raminhos de alecrim, de preferência fresco, mas pode ser seco.
• açúcar mascavo a gosto ou mel para a taça antes de beber.
Ingredientes opcionais para melhorar o efeito das contrações:
• fatias de gengibre fresco.
• 1-2 colheres de chá de pó de pimentão vermelho.
• orégano, manjericão e tomilho em quantidades de meia colher de chá.
• 6-8 folhas frescas (ou secas) de Zoapatle (montanoa tomentosa). *
• 1 colher de tintura zoapatle no conhaque. *
* talvez a gente não encontre Zoapatle no Brasil porque é uma planta da América Central
Naoli Vinaver foto®: Bia Fioretti para projeto Mães da Pátria 2003
-------------
A minha doula querida Carla Silveira propôs adaptações:
- canela
- cacau
- pimenta preta em grão
- folhas de abacateiro frescas
- alecrim fresco
- gengibre fresco
- cravinho
- folhas de framboeseiro
- urtiga branca
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
A importância das Doulas
Em
referência às críticas a uma possível "intervenção das doulas" nas
condutas médicas nas maternidades brasileiras, creio que é importante
suscitar uma reflexão sobre este tema e, a partir dela, melhorarmos o
trabalho que estamos fazendo na formação e na utilização das doulas como
grandes propulsoras da humanização do nascimento.
As doulas recebem treinamento de profissionais de saúde com larga
experiência na atenção às mulheres gestantes. O foco do trabalho das
doulas é a grávida, e não o parto propriamente dito.
Ela não
realizam (e não são instruídas para tanto) qualquer procedimento de
caráter médico, diagnóstico ou terapêutico, e nenhuma ação de
enfermagem, como verificar a pressão, escutar batimentos fetais, avaliar
temperatura ou batimentos cardíacos maternos.
Doulas não estão
autorizadas, muito menos estimuladas, a oferecer qualquer medicação às
pacientes, seja esta alopática, homeopática ou fitoterápica. Elas são
ajudantes da mulher e sua ação serve para auxiliá-las a vencer os
desafios do trabalho de parto. Não cabe às doulas qualquer ação que se
confunda com a prática médica.
Doulas são preparadas para
auxiliar as mulheres, os médicos e os hospitais, oferecendo às gestantes
e ao seu companheiro a necessária tranquilidade durante o nascimento.
Doulas não interferem em condutas médicas e não fazem recomendações de
caráter diagnóstico.
Por outro lado, inúmeros estudos comprovam
que, quando a doula está presente, até mesmo as analgesias se tornam
menos frequentes e menos necessárias, pois o aporte afetivo,
psicológico, emocional, físico e espiritual que elas oferecem ajuda as
parturientes a perceberem o sentido benéfico das dores pelas quais estão
passando. Essa compreensão dos objetivos do processo de parto faz com
que tais dores sejam suportadas de forma muito mais fácil, a ponto de
dispensarem as analgesias e mesmo as cesarianas em muitas ocasiões.
Por fim, as Doulas são comprovadamente benéficas, em diversos estudos
realizados e em várias partes do mundo. Doulas são recursos baseados em
evidências científicas atualizadas e tal comprovação pode ser encontrada
na Biblioteca Cochrane de medicina baseada em evidências, em
determinações da OMS (Organização Mundial da Saúde) e do Ministério da
Saúde do Brasil.
Ricardo Jones
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
Mezinhas na gravidez
A Micas tinha no seu blog (http://doulatoula.blogspot.pt) este post sobre mezinhas na gravidez.
Amei!! Grata Micas Mariana!
Ver aqui.
http://consequentemente.wordpress.com/2008/03/05/mezinhas-para-a-gravidez/#comment-89
Amei!! Grata Micas Mariana!
Ver aqui.
http://consequentemente.wordpress.com/2008/03/05/mezinhas-para-a-gravidez/#comment-89
Subscrever:
Mensagens (Atom)




